Player
 

 

DESPORTO: Bandeira ao Alte para mais um Mundial

Publicada em: 16/06/2026 19:21 -

Por Pedro Lemos

A tradição começou em 2000 e, superstição ou não, desde aí que nunca mais a seleção nacional falhou uma grande competição. O que se iniciou como uma brincadeira, cedo se tornou num postal de boas-vindas, de força e de incentivo: em 2016 deu sorte. E agora? Como será?

Quem passar por Alte nestes dias e olhar para um dos cerros junto à emblemática aldeia, talvez já nem se espante com o cenário. Mas ela está lá, a tradicional bandeira, pintada à mão, no passado feriado de 10 de Junho.

Elisabete Luz, presidente da Junta de Freguesia, conta que foram três jovens da aldeia que, à boleia do Europeu 2000, disputado na Bélgica e Holanda, se lembraram de levar uma bandeira de Portugal.

Então, com uns lençóis, pintaram as cores – vermelho, verde e amarelo -, escreveram a letras vivas: “Alte, Algarve”. Pelo Europeu assim andaram, competição em que Portugal perdeu nas meias-finais frente à França, com um golo de Zidane, de penálti.

Em Alte, a ideia ficou – e, então, sempre que a seleção disputa uma grande competição, há quem suba ao Cerro da Galvana, numa das encostas de Alte, para mostrar que pintar aquela bandeira «não é apenas pegar em tinta e pincéis».

«É coragem, é amor por Alte, é orgulho nas nossas raízes, é mostrar que quando as pessoas querem, fazem acontecer», diz Elisabete Luz.

Foram 15 pessoas, no passado feriado, que se juntaram – muitas mais irão, por estes dias, a Alte, ver a bandeira gigante que já se tornou um postal turístico.

«Para que tenha uma ideia, há gente que passa aqui de avião e tira fotografias e identificam-nos», conta, orgulhosa, a presidente da Junta de Freguesia.

A festa também está garantida: no Biciarte Café, mesmo junto à curva, está prevista a transmissão dos jogos de Portugal – frente ao Congo, no dia 17, às 18h00, ao Uzbsquistão, no dia 23, às 18h00, e Colômbia, no dia 28, às 00h30.

E a promessa também: «se formos à final, vamos montar uma ecrã gigante».

Pedro Lemos

Poucas coisas me dão mais gozo na vida do que sentar-me frente a frente com uma pessoa, olhar-lhe nos olhos, escutá-la e ouvir a sua história para depois a verter num texto. Acho que isso diz tudo sobre como vejo e encaro isto do jornalismo, onde ando há quase 10 anos. Sou o Pedro.

FONTE: SUL INFORMAÇÃO

Compartilhe: x
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...